No Dia Nacional de Combate ao Fumo, Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília promove palestra


A médica cardiologista da REC, Milena Paiva, focou o tema: “O fumo destrói corações” 

No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto), o Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Misericórdia de Marília promoveu palestra com o tema “O fumo destrói corações”. A médica cardiologista da REC (Unidade de Recuperação Cardíaca), Milena Paiva, fez as explanações com foco para o acometimento que o cigarro traz ao coração.

A profissional explicou que a nicotina é uma droga psicoativa do tabaco, causadora de dependência e que aumenta a liberação das chamadas “catecolaminas”, como adrenalina, noradrenalina e dopamina. Estas substâncias contraem os vasos sanguíneos e podem causar a obstruções que ocasionam as doenças cardiovasculares. “Entre as principais doenças que têm o cigarro como causa destaco a aterosclerose e o infarto agudo do miocárdio. No caso das doenças cardíacas e do AVC (Acidente Vascular Cerebral), acontece um bloqueio que impede o sangue de seguir para o coração e para o cérebro, respectivamente”, salientou Milena Paiva.

Segundo ela, homens fumantes entre 45 e 54 anos têm três vezes mais probabilidade de morrer de infarto que os não fumantes da mesma faixa etária. “É comprovado que 50% dos pacientes que têm infarto são tabagistas”.

A médica do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília, Edilaine de Oliveira Miguel, lembrou que o Dia Nacional de Combate ao Fumo foi criado em 1986 pela Lei Federal 7.488. “Isso aconteceu para conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo. Trata-se da maior causa de morte evitável do mundo. Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano por conta do tabagismo, que ocasiona 50 tipos diferentes de doenças no organismo”.

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), aproximadamente 90% dos casos de câncer de pulmão são atribuídos ao cigarro. Já as doenças cardiovasculares, têm 40% dos registros atribuídos ao tabagismo como causa.

O diretor administrativo da Santa Casa, João Luís Castro Vellucci, mencionou que o Ambulatório de Tabagismo do hospital é referência para 62 municípios da região. “Existem apenas quatro unidades como a nossa no DRS 9 (Departamento Regional de Saúde). Parabenizo a todos que largaram o hábito de fumar, buscando a qualidade de vida. Vocês são vencedores”.

A coordenadora do serviço de Combate ao Tabagismo da Secretaria Municipal da Saúde, Ana Cristina de Almeida Sornas, ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo ambulatório localizado na Santa Casa. “Realizamos os encaminhamentos do município e também viabilizamos o envio do medicamento Bupropiona e dos adesivos de nicotina”.

A Eurofarma patrocinou um café da manhã servido aos participantes da palestra, em sua maioria pacientes do Ambulatório de Tabagismo e funcionários da própria Santa Casa.

Exemplo

Dois colaboradores da Santa Casa de Marília contaram após a palestra como fizeram para parar de fumar. “No meu caso foi por necessidade. Teria que amputar minha perna se não parasse com o vício. Na primeira semana chorava todos os dias e foi muito difícil. Mas com muita força de vontade consegui. O melhor é a economia trazida”, destacou a enfermeira do Pronto Saúde da Santa Casa, Teresinha da Silva Batista Santos.

Enfermeiro do Centro Cirúrgico do hospital, Renato Galetti parou de fumar há nove anos. “Fumava um maço e meio de cigarro por dia. Trabalhei bastante tempo na UTI (Unidade der Terapia Intensiva) e o vício me atrapalhava bastante, pois tinha que sair toda hora para fumar. Hoje tenho muito mais qualidade de vida”.

O Ambulatório

O Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília existe há 12 anos, faz aproximadamente 300 atendimentos por mês e é referência regional, com cerca de 64% dos fumantes que procuram a unidade obtendo êxito e largando o vício do tabaco. 

Os novos pacientes passam por triagem inicial às segundas e sextas, das 8h às 10h. Posteriormente, consulta é agendada com a médica Edilaine de Oliveira Miguel, que atende às quartas-feiras.

A unidade fornece, de acordo com a prescrição médica, a Bupropiona (medicamento para o controle da ansiedade) e os adesivos (que liberam nicotina para evitar crises de abstinência até que haja a desintoxicação do organismo).

Inserção em grupo terapêutico com aproximadamente 50 pessoas é o passo seguinte do tratamento. Após quatro sessões (uma por semana), teste com o monoxímetro é realizado para constatar se o paciente conseguiu parar de fumar. O grupo de manutenção permanece até que seja completado um ano de tratamento. 

A coordenadora do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa é a enfermeira Silvia Mara Ferraz de Assis Pinto. A equipe multiprofissional também conta com a assistente social Clotilde de Carvalho Souza, o terapeuta ocupacional Kléber Renato Pelarigo e a auxiliar administrativa Marta Cristina Yoshida.






Fonte: Assessoria de Imprensa da Santa Casa
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