Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília realiza mais de 4 mil atendimentos


70% das pessoas que procuram o tratamento conseguem largar o vício

Implantado há 13 anos, o Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Misericórdia de Marília já realizou mais de 4 mil atendimentos. O índice de pessoas que largaram o vício do cigarro chega a 70%.

“Tudo começou com um médico aqui do hospital que nos informou sobre a importância da criação de um ambulatório para os funcionários pararem de fumar. Iniciamos este trabalho, posteriormente estendemos para a comunidade e estamos firmes até hoje. É muito gratificante para nós ajudarmos os fumantes a deixarem este vício tão maléfico para a saúde deles”, destacou a coordenadora do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília, enfermeira Silvia Mara Ferraz de Assis Pinto.

Às segundas e sextas-feiras o ambulatório faz as triagens. Às terças e quintas-feiras acontecem as terapias em grupo. E na quarta-feira, os pacientes encaminhados por unidades da rede básica, na sua maioria, passam por consulta médica. 

Para o controle da ansiedade, é fornecido o medicamento Bupropiona. Os adesivos de nicotina ajudam a conter possíveis crises de abstinência que podem ser registradas nos primeiros meses de tratamento, até que haja a desintoxicação do organismo.

“Com o monoxímetro conseguimos saber se o paciente fez uso ou não do cigarro, uma vez que o aparelho identifica a presença de monóxido de carbono com um simples assopro. Quanto ao tempo para a pessoa parar de fumar, varia para cada caso. Tivemos paciente que ficou três anos com a gente e conseguiu. Mas na maioria dos casos a pessoa já consegue parar em definitivo com dois a três meses de tratamento”, explicou a enfermeira.  

O Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília é referência para 62 municípios do DRS IX (Departamento Regional de Saúde).

Além da enfermeira coordenadora Silvia Ferraz, a equipe de profissionais do Ambulatório de Tabagismo da Santa Casa de Marília conta com a médica Edilaine de Oliveira Miguel, a assistente social Clotilde Carvalho de Souza, o terapeuta ocupacional Kléber Renato Pelarigo e a auxiliar administrativa Solange Aparecida Gomes Aguiar.

Depoimentos

O captador de imóveis, Rogério dos Santos Tabete, já está há seis meses sem fumar. “O tratamento não é fácil e estou lutando para não voltar a fumar. O que ajuda bastante são as terapias em grupo, uma vez que cada um conta a sua experiência. Isso me dá bastante força para largar o vício. Melhorou muita coisa na minha vida depois que eu parei de fumar. Não tenho mais insônia, durmo bem melhor, também sinto o gosto das comidas e as pessoas que estão ao meu redor dizem que não tenho mais aquele odor trazido pelo cigarro”.

A cabeleireira Sueli Barreiro Gomes iniciou o tratamento há dois meses e já sente melhoras. “O primeiro mês foi terrível, mas agora já está bem melhor. Estou tomando a Bupropiona e colocando os adesivos de nicotina. Não sinto mais dores nas pernas e desde que parei de fumar consigo saborear a comida”.

Dia Nacional de Combate 

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Criado em 1986, pela Lei Federal 7.488, o Dia Nacional de Combate ao Fumo inaugurou a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

Para as ações de 2019, o tema escolhido foi “Tabaco ou Saúde Pulmonar - O Uso do Narguilé”, para advertir a população brasileira sobre os riscos de doenças pulmonares oriundas do consumo de tabaco e de seus produtos derivados, incluindo o narguilé.

Este é um importante alerta já que, recentemente, a Pesquisa Especial sobre Tabagismo mostrou que Brasil tem quase 300 mil consumidores do cachimbo de origem oriental.

O narguilé possui uma característica peculiar: um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente. Tal fato reforça o seu aspecto de socialização, algo muito atraente, especialmente para os jovens. Além disso, há a falsa sensação de que o narguilé, por ser usado com água, não causa mal à saúde.

Números negativos

Cerca de 6 milhões de pessoas morrem todos os anos tendo o cigarro como causa. Até 2030, estima-se que este número deve chegar a 8 milhões de óbitos/ano.

São 50 tipos diferentes de doenças causadas pelo cigarro, entre elas as cardiovasculares (infarto, angina, AVC - Acidente Vascular Cerebral e hipertensão arterial), cânceres e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) - enfisema e bronquite.






Fonte: Assessoria de Imprensa da Santa Casa
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