No Dia Nacional do Portador de Marcapasso, Santa Casa de Marília orienta população no Poupatempo




O serviço de Cirurgia Cardíaca da Santa Casa de Misericórdia de Marília estará com posto de informações no Poupatempo, das 8h às 13h do Dia Nacional do Portador de Marcapasso (23 de setembro, segunda-feira).

“Teremos uma parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, com profissionais medindo a frequência cardíaca e a pressão arterial das pessoas durante cinco horas. Através de orientações, queremos prevenir a morte súbita, chamando a atenção para as ocorrências de arritmias cardíacas, que podem ser determinantes para a prescrição do uso de marcapasso”, explicou o médico cirurgião cardíaco, há mais de 40 anos na Santa Casa de Marília, Rubens Tofano de Barros.

Batimentos cardíacos abaixo de 50 por minuto podem significar risco de morte. Uma medida simples é colocar as pontas dos dedos abaixo do pulso, pressionar ou mover os dedos até sentir a pulsação e acompanhar os batimentos com um relógio.

O número de batimentos cardíacos considerado normal está entre 50 e 100 por minuto, ou um batimento por segundo. Abaixo desse valor, quando ocorrem batimentos cardíacos lentos ou a pessoa apresenta sintomas como tonturas, escurecimento visual, desmaios, sente-se cansada e frequentemente ofegante, ela deve procurar um cardiologista para definição do diagnóstico. Pode ser um caso grave, com risco de morte e que necessite de um implante de marcapasso definitivo.

O tema da campanha é “Seu Coração no Ritmo Certo”. Em diversas localidades estarão sendo passadas informações importantes sobre o tema, com a supervisão da ABEC/DECA (Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial).

As arritmias cardíacas são caracterizadas por batimentos lentificados, acelerados ou falhas nos batimentos cardíacos. Já a insuficiência cardíaca é a deficiência do coração em bombear o sangue, causando muitos sintomas, como falta de ar, cansaço, inchaços, internações hospitalares e aumento da mortalidade. 

Conforme a ABEC/DECA, no Brasil existe uma grande subnotificação de pacientes portadores de insuficiência cardíaca, que possuem alterações graves, mas sem identificação. Ainda assim, 100 mil novos casos são registrados a cada ano.

Santa Casa de Marília

O serviço de Cirurgia Cardíaca da Santa Casa de Marília realiza 250 implantes de marcapasso por ano e é referência do SUS (Sistema Único de Saúde) para uma região de 62 municípios do DRS IX (Departamento Regional de Saúde). 

Estudo eletrofisiológico identifica a necessidade de implantação do marcapasso e o tratamento das arritmias cardíacas.

“Fazemos todo o acompanhamento para garantir o bom funcionamento destes equipamentos. A cada seis meses a pessoa com o marcapasso implantado vem até o hospital para uma avaliação minuciosa”, explicou o cirurgião cardíaco.

Rubens Tofano de Barros destacou que a tecnologia atual dos marcapassos permite que as pessoas levem uma vida normal. “Acompanho pacientes que dançam, fazem fisioterapia, participam de caminhadas e atividades físicas de grupos de terceira idade”, contou.

Segundo o profissional, existem marcapassos que vêm com desfibriladores, para estimular o funcionamento do coração através de estímulos elétricos (choques).

A indicação de troca dos equipamentos pelo fabricante é a cada oito anos, mas existem marcapassos que chegam a 10 anos. “Todos os anos temos a incorporação de tecnologia diferente e a tendência é que sejam desenvolvidos cada vez mais recursos. Contamos com um aparelho que analisa a função e a programação do marcapasso e quando identificamos a necessidade de troca, agendamos o procedimento”. 

Cartilhas com explicações sobre os principais dispositivos eletrônicos implantáveis cardíacos, suas indicações, cuidados pré e pós-operatórios, limitações para prática de esportes e possibilidades de interferências serão distribuídas para a população, durante a campanha.













Fonte: Assessoria de Imprensa da Santa Casa
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