Santa Casa de Marília passa informações importantes sobre o marcapasso


Posto de informações do serviço de Cirurgia Cardíaca da Santa Casa de Misericórdia de Marília no Poupatempo, neste dia 23 de setembro, chamou a atenção das pessoas para a prevenção e o tratamento de doenças cardíacas. A data marca o Dia Nacional do Portador do Marcapasso.

Em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, foram feitas as aferições de pressão arterial e de frequência cardíaca dos usuários do Poupatempo, das 8h às 13h.

“O fluxo de pessoas que passa pelo Poupatempo é muito grande, cerca de 3 mil por dia e aproveitamos para fazer a campanha neste local movimentado. São orientações que podem prevenir a morte súbita, chamando a atenção para as ocorrências de arritmias cardíacas, que podem ser determinantes para a prescrição do uso de marcapasso”, disse o médico cirurgião cardíaco, Rubens Tofano de Barros.

O aposentado Marcos Antônio Alves de Oliveira destacou que dificilmente vai ao médico e que estas campanhas são extremamente válidas. “Meu batimento cardíaco está normal. Graças a Deus. É muito bom cuidar da saúde”.

O engenheiro civil Lair César Figueiredo Pirajá compareceu ao Poupatempo para fazer a transferência da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) dele do Mato Grosso para Marília e aproveitou para passar pelo posto de atendimento. “Fico agradecido aos médicos da Santa Casa por realizarem a campanha. Minha pressão arterial é 12/8, mas hoje está 13/9 porque estou preocupado com o exame de visão que terei de fazer”.

O autônomo Armando Marques Júnior exaltou o trabalho preventivo. “É desta forma que se pode descobrir doenças e fazer o tratamento adequado. Muita gente precisa de implantar marcapasso e não sabe, podendo receber o encaminhamento adequado para fazer o procedimento e ter uma melhor qualidade de vida”.

A funcionária pública Zoila Oliver Massinatori teve marcapasso implantado há 12 anos e também esteve no Posto de Informações do Poupatempo. “Levo uma vida normal e desempenho minhas funções na assistência social. O primeiro equipamento que utilizei durou 11 anos e já fiz o implante do segundo”.

Cartilhas com explicações sobre os principais dispositivos eletrônicos implantáveis cardíacos, suas indicações, cuidados pré e pós-operatórios, limitações para prática de esportes e possibilidades de interferências foram distribuídas para a população durante a campanha.

Orientações

Batimentos cardíacos abaixo de 50 por minuto podem significar risco de morte. Uma medida simples é colocar as pontas dos dedos abaixo do pulso, pressionar ou mover os dedos até sentir a pulsação e acompanhar os batimentos com um relógio.

O número de batimentos cardíacos considerado normal está entre 50 e 100 por minuto, ou um batimento por segundo. Abaixo desse valor, quando ocorrem batimentos cardíacos lentos ou a pessoa apresenta sintomas como tonturas, escurecimento visual, desmaios, sente-se cansada e frequentemente ofegante, ela deve procurar um cardiologista para definição do diagnóstico. Pode ser um caso grave, com risco de morte e que necessite de um implante de marcapasso definitivo.

O tema da campanha é “Seu Coração no Ritmo Certo”. Em diversas localidades estarão sendo passadas informações importantes sobre o tema, com a supervisão da ABEC/DECA (Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial).

As arritmias cardíacas são caracterizadas por batimentos lentificados, acelerados ou falhas nos batimentos cardíacos. Já a insuficiência cardíaca é a deficiência do coração em bombear o sangue, causando muitos sintomas, como falta de ar, cansaço, inchaços, internações hospitalares e aumento da mortalidade. 

Conforme a ABEC/DECA, no Brasil existe uma grande subnotificação de pacientes portadores de insuficiência cardíaca, que possuem alterações graves, mas sem identificação. Ainda assim, 100 mil novos casos são registrados a cada ano.

A Santa Casa

O serviço de Cirurgia Cardíaca da Santa Casa de Marília realiza 250 implantes de marcapasso por ano e é referência do SUS (Sistema Único de Saúde) para uma região de 62 municípios do DRS IX (Departamento Regional de Saúde). 

Estudo eletrofisiológico identifica a necessidade de implantação do marcapasso e do tratamento das arritmias cardíacas.

O hospital realiza o acompanhamento para garantir o bom funcionamento dos marcapassos implantados. A cada seis meses a pessoa com o equipamento implantado comparece à Santa Casa para uma avaliação médica minuciosa.






Fonte: Assessoria de Imprensa da Santa Casa
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