Santa Casa de Marília adquire equipamento de laser para a utilização em pacientes da Fonoaudiologia


Com a aquisição, a atuação nas disfagias orofaríngeas relacionadas à odinofagia passa a ser feita através da TLBI (Terapia com Laser de Baixa Intensidade)

A Santa Casa de Misericórdia de Marília adquiriu equipamento de laser para utilização em pacientes atendidos pela Fonoaudiologia. Com a aquisição, a atuação nas disfagias orofaríngeas relacionadas à odinofagia passa a ser feita através da TLBI (Terapia com Laser de Baixa Intensidade).

“O fonoaudiólogo ingressa na equipe atuando de forma multi e interdisciplinar, com o objetivo de prevenir e reduzir complicações, a partir do gerenciamento da deglutição e da comunicação, de maneira segura e eficaz” enfatizou a fonoaudióloga da Santa Casa de Marília, Luciana Flosi. 

Os distúrbios da deglutição são definidos como disfagia orofaríngea quando apresentam sinais e sintomas específicos, caracterizados por alterações em qualquer fase e/ou entre as etapas da dinâmica da deglutição, podendo ser congênito ou adquirido, com prejuízo dos aspectos nutricionais, hidratação, função pulmonar e integração social do indivíduo. 

Sabe-se que a disfagia orofaríngea está associada a complicações da saúde geral do indivíduo, podendo causar pneumonia, desidratação, desnutrição e prorrogar o tempo de internação hospitalar, além de aumentar os custos com o cuidado da saúde.

A mucosite oral constitui um quadro inflamatório na mucosa oral decorrente dos efeitos citotóxicos oriundos de quimioterapia geral e radioterapia de cabeça e pescoço, cuja evolução para ulcerações pode acarretar alta morbidade ao paciente. O quadro doloroso decorrente das ulcerações dificulta a mastigação e a deglutição, por odinofagia, predispondo o paciente a deficiências nutricionais cujo impacto pode ser alto durante o tratamento oncológico. 

As lesões intraorais que ocasionam a odinofagia também podem ter outras causas, por exemplo: os traumas durante a intubação orotraqueal.

A disfagia, normalmente, não se apresenta como sintoma isolado, ela pode estar associada à dispneia, odinofagia, disfonia, aspiração laringotraqueal, à dor torácica, à aerofagia, à perda de peso, ao refluxo nasal e/ou a sialorréia. Numerosas causas podem estar envolvidas, tais como: os fatores neoplásicos, lesões obstrutivas, doenças neuromusculares, distúrbios metabólicos, doenças infecciosas, causas iatrogênicas, anormalidades anatômicas, doenças autoimunes e outras menos comuns. O tratamento se baseia na terapia fonoaudiológica especializada, associada ou não ao procedimento cirúrgico.

Muitos pacientes com disfagia apresentam odinofagia, problemas gástricos, doenças orais que dificultam o processo terapêutico (candidíase, herpes, gengivites, entre outros), edema, alterações de tônus e mobilidade dos músculos responsáveis pelo preparo e impulsionamento do bolo alimentar.

Dentro deste contexto, a fonoaudiologia tem ampliado sua atuação por meio de novos recursos que atualmente estão sendo agregados a prática clínica. Muitos dos pacientes em intervenção fonoaudiológica podem se beneficiar de técnicas auxiliares, no qual a TLBI, que é um recurso totalmente terapêutico, não invasivo, sem efeitos tóxicos e colaterais e que agrega no trabalho terapêutico e estabelece um prognóstico excelente de reabilitação.






Fonte: Assessoria de Imprensa
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