Referência SUS, Nefrologia da Santa Casa de Marília atende 42,6% da demanda de hemodiálise e diálise peritoneal da região


Hospital filantrópico mariliense possui 63 máquinas destinadas à filtragem do sangue em dois pavimentos


Referência regional e grande prestador de serviços através do SUS (Sistema Único de Saúde), o serviço de Nefrologia da Santa Casa de Misericórdia de Marília atende 42,6% da demanda de hemodiálise e diálise peritoneal do DRS IX (Departamento Regional de Saúde), que abrange uma população de 1,2 milhão de habitantes em 62 municípios. Dos 800 pacientes com disfunção renal na região, 341 realizam tratamento na unidade hospitalar filantrópica mariliense.

“O nosso serviço continua atendendo grande volume de pessoas durante a pandemia de Covid-19, mesmo porque os pacientes com função renal menor que 10% não podem parar de fazer a hemodiálise ou a diálise peritoneal”, explicou o médico coordenador do serviço de Nefrologia da Santa Casa de Marília, José Cícero Guilhen.

Em 2020, o número de sessões de hemodiálise cresceu 3,3% e a quantidade de pacientes admitidos também foi 4,8% maior em comparação ao ano anterior, quando ainda não tinham sido registrados casos de Coronavírus no País.


Mais de 90% das sessões de hemodiálise são realizadas via Sistema Único de Saúde. Em 2019, foram 29.775 procedimentos do gênero enquanto que no ano passado aconteceram 30.502 sessões para a filtragem do sangue pelo SUS.

A maioria dos pacientes faz três sessões de hemodiálise, durante quatro horas cada, por semana e uma minoria comparece ao hospital para fazer este procedimento duas vezes por semana.

O setor de Hemodiálise possui 63 máquinas destinadas à filtragem do sangue em dois pavimentos. Cinquenta e seis equipamentos fazem o atendimento de rotina, enquanto que sete ficam de reserva para serem utilizados em caso de necessidade.

A enfermeira gerente do setor de Hemodiálise da Santa Casa de Marília, Geni dos Santos Teles Silva, afirmou que várias medidas foram adotadas neste período de enfrentamento à Covid-19. “Estamos limitando a concentração de pessoas na sala de espera, respeitando o distanciamento social. Além disso, verificamos a temperatura das pessoas e orientamos elas a utilizarem as máscaras de proteção facial e a higienizarem as mãos com álcool gel, oferecido pelo hospital”.

Em caso de necessidade, máquinas de hemodiálise e de diálise peritonial estão disponíveis nos setores de internação do hospital para atender pacientes que precisam fazer os procedimentos, mas não podem se deslocar. “Existem pacientes em tratamento de Covid com disfunção renal que precisam fazer as sessões”.

Pacientes

Morador de Oscar Bressane, o caminhoneiro Benedito Carlos Barreto, de 64 anos, tinha problemas com hipertensão e após constatar a disfunção dos dois rins teve que iniciar o tratamento, pelo SUS, na Santa Casa de Marília, há seis anos. “Venho toda segunda, quarta e sexta aqui. O atendimento é nota 10, as profissionais são extremamente atenciosas. Até brinco que minha namorada é a máquina de hemodiálise. Tinha hipertensão arterial severa e hoje preciso controlar o consumo de sal, evitar alguns alimentos e ingerir outros em pequena quantidade. Com a hemodiálise mantenho uma boa qualidade de vida”.

A comerciante Eliana Balarin de Oliveira, de 55 anos, ressaltou o acolhimento da equipe de profissionais do serviço de Hemodiálise da Santa Casa de Marília. “Venho três vezes por semana fazer as sessões e fico feliz que o atendimento tenha sido mantido mesmo com a pandemia. Necessito desta filtragem dos rins e agradeço o hospital por sempre nos atender bem”.

Dia Mundial do Rim

Neste dia 11 de março é lembrado o Dia Mundial do Rim e o slogan da campanha este ano é “Saúde dos rins para todos. Ame seu rim e dose sua creatinina”.

O médico nefrologista da Santa Casa de Marília, José Cícero Guilhen, lembrou que é fundamental a prevenção. “As pessoas com fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, colesterol alto e que faz uso contínuo de anti-inflamatórios e antibióticos devem fazer exames de sangue, para identificar os níveis de creatinina e de urina periodicamente. Existem pessoas que são assintomáticas e só é detectada a disfunção renal com a constatação da alteração da creatinina”.

Segundo o profissional, 62% dos pacientes com insuficiência renal tiveram como causa principal a hipertensão arterial e/ou o diabetes. “Também pode ser hereditária, mas é preciso ficar atento aos fatores de risco”.

Do total de pessoas com insuficiência renal, 25% deles têm indicação para transplantes. Aliás, a Santa Casa de Marília realiza procedimentos do gênero desde 1982 e atualmente faz o acompanhamento a 277 pacientes que receberam rins.







Fonte: Assessoria de Imprensa
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