Santa Casa recebe médico do Incor e aplica nova técnica de hemodinâmica


O setor de Hemodinâmica da Santa Casa de Marília,
responsável por intervenções que tratam doenças cardíacas sem cirurgias,
confirmou a realização de mais um procedimento inédito em Marília. O paciente
foi atendido pela equipe local, com apoio do cardiologista Raul Arrieta, do
Incor (Instituto do Coração de São Paulo).

Pela primeira vez, em Marília, os médicos
intervencionistas conseguiram resolver um caso de CIV (Comunicação
Interventricular), sem cirurgia. Em apenas uma hora, o paciente cardíaco
recebeu uma prótese por cateterismo. Ele teve alta da Santa Casa logo após um
período de observação e evitou uma cirurgia invasiva. O homem tem 50 anos e
mora em Garça.

O médico intervencionista Marden André Tebet,
membro da equipe da Hemodinâmica da Santa Casa, explica que o procedimento
demostra que a instituição está preparada para tratar (por técnicas menos
invasivas) não apenas doenças coronarianas, mas também as chamadas doenças
estruturais do coração.

As angioplastias, implantes de stents e
tratamentos de infarto agudo são rotinas nas unidades de hemodinâmica. Já as
intervenções para tratar doenças congênitas começam a chegar ao interior
paulista. A Santa Casa acompanha esse avanço e usa técnicas disponíveis somente
nos maiores centros cardiológicos do país.

Os cateterismos evitam transtornos como incisão no
peito, longo período de recuperação e risco de complicações. Ao invés da
cirurgia, os intervencionistas fazem uma pequena incisão na virilha, introduzem
um cateter e conseguem levar a prótese ao local necessário.

Tebet explica ainda que a CIV é uma doença
congênita e se caracteriza por uma falha, entre as câmaras ventriculares do
coração, que permite a passagem indevida de sangue e compromete a qualidade do
fluxo sanguíneo.

Novas
fronteiras
– Há menos de dois meses a Santa Casa registrou o primeiro
procedimento de hemodinâmica para tratar uma doença semelhante. A CIA
(Comunicação Interatrial) também é uma falha entre as câmaras do coração, mas
envolve as câmaras atriais. Um garoto de dez anos, morador em Cândido Mota
(região de Assis), recebeu a prótese por cateter e teve alta em menos de dois
dias.

Depois da criança, a equipe reforçada pelo
cardiologista do Incor atendeu mais um paciente acometido por comunicação
interatrial. O homem com cerca de 60 anos já estava preparado para cirurgia,
mas soube do procedimento não invasivo e pediu informações ao médico que o
acompanhava. “As pessoas estão mais informadas sobre as possibilidades de
tratamento. Isso é muito bom, já que existem alternativas”, afirma Tebet.




Fonte: Assessoria de Imprensa
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