Impacto dos acidentes no sistema de saúde é tema de conferência


O principal vilão das emergências dos hospitais foi tema de um encontro regional, que contou com a participação da Santa Casa de Marília. Durante o “Encontro Regional Saúde X Trânsito Urbano”, a superintendente do hospital, Kátia Ferraz Santana, destacou o impacto dos acidentes no sistema hospitalar. A iniciativa, realizada nesta quinta-feira, 22, foi uma ação do programa educativo “Viva Feliz sem Acidentes” e reuniu cerca de 300 pessoas.

A Santa Casa de Misericórdia de Marília, parceira na organização do evento, apresentou o painel “saúde”. O encontro anual, no auditório da Fundação Univem, é uma das principais iniciativas do programa, criado há onze anos pela sociedade civil, com apoio da Emdurb (Empresa de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). 

Somente este ano, de acordo com dados da Polícia Militar, o trânsito já matou 32 pessoas em Marília. As estatísticas oficiais são baseadas em documentos da polícia, por isso desconsideram as vítimas que morrem no período de internação e as que morrem nos meses seguintes, em decorrência de complicações. 

Estimativas de especialistas, com base no registro de pacientes que chegam às urgências, apontam que os traumas provocados por acidentes são responsáveis por 47% de toda a demanda de PS (Pronto Socorro). Em Marília, onde a frota já se aproxima de 120 mil veículos, a situação não é diferente.
 
Acidentes que poderiam ser evitados - alguns são verdadeiros crimes – consomem recursos materiais e humanos que deixam de ser empregados em outros setores da saúde. Na prática, o dinheiro usado para tratar pacientes com traumas, por exemplo, pode faltar para o atendimento a vítimas de graves doenças degenerativas, como o câncer. São recursos que poderiam ser usados na prevenção de doenças congênitas, diabetes, hipertensão, entre outras.

Estas foram algumas conclusões e informações, expostas ao público, durante o encontro regional. A Santa Casa contribuiu, especialmente, com a experiência na área da saúde. Pela manhã, o provedor da Santa Casa de Marília, Milton Tédde recebeu do coordenador do “Viva Feliz Sem Acidentes”, Nelson Feitosa, uma placa de agradecimento. “Foi uma homenagem, pelo apoio que a entidade tem dado ao programa”, disse Feitosa. 

No início da tarde, um vídeo apresentou a Santa Casa de Marília, sua estrutura, os inúmeros serviços, a importância histórica para a cidade e a tradição de atendimento à rede pública. A superintendente da instituição, responsável pela 4ª conferência do dia, destacou como o sistema de saúde é impactado pelo trânsito. “As vítimas de acidente chegam ao sistema hospitalar pelo pronto socorro, mas geralmente o atendimento não para ali. Grande parte destes pacientes necessita de cirurgias, leitos, atendimento ambulatorial e reabilitação. Se analisarmos que os acidentes poderiam ser evitados, é uma conta muito alta que a sociedade não precisaria pagar”, destacou Santana.

O painel, apresentado pela superintendente, contou com debate da diretora técnica da Santa Casa de Marília, a médica Ismênia Torres Cerqueira Cézar. Ela destacou que o sistema de atendimento de urgência ao acidentado, no Brasil (incluindo resgate, transporte e atendimento emergencial) está em consolidação. Ismênia lembrou que a integração destes serviços, a partir da criação de novos recursos como o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é relativamente recente e tem sido um modelo eficiente.

Embora não seja referência em urgência, a Santa Casa de Marília realiza amplo atendimento a pacientes que já passaram por outros hospitais ou estão em reabilitação. A demanda é atendida nos ambulatórios de neurologia, buco maxilo, Unidade de Terapia de Queimados, ortopedia e outras especialidades impactadas pelo trânsito. 

A instituição é referenciada para atendimento a uma população estimada em 1,2 milhão de habitantes, em 62 municípios da DRS IX (Direção Regional de Saúde).





Fonte: Assessoria de Imprensa
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