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Santa Casa tem aumento de 30% no número de cirurgias pelo SUS

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De janeiro a junho deste ano foram realizados 1.268 procedimentos cirúrgicos, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 975. Infraestrutura e organização de processos internos contribuíram
 
Dados do balanço semestral, divulgados pela diretoria da Santa Casa de Marília, indicam que a instituição registrou aumento de 30%  no volume de cirurgias pelo SUS (Sistema Único de Saúde). De janeiro a junho deste ano foram realizados 1.268 procedimentos cirúrgicos, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 975. Avanços na infraestrutura e organização de processos internos são apontados pela diretoria como alguns dos fatores que alavancaram os números.
Uma das especialidades com ampliação na produção cirúrgica é a cardiovascular. No primeiro semestre de 2012 foram 383 cirurgias, já este ano a equipe realizou 450 intervenções. A ortopedia também teve avanços: saltou de 260 para 295. Destaque ainda para a oncologia, que no ano passado realizou 121 procedimentos no período e só nos primeiros seis meses deste ano somou 180 cirurgias.

O rompimento do ligamento cruzado anterior, uma lesão provocada por atividade física, levou o engenheiro químico recém-formado Guilherme Takeshi à fila da cirurgia. Ele conta que a espera foi além do que gostaria, devido à fila do SUS, mas quando entrou em tratamento para a intervenção, contou com atendimento satisfatório. “Estou retornando, após a cirurgia, e mais uma vez só tenho a agradecer a equipe da ortopedia. Estava morando fora e como minha família é daqui, tive a oportunidade de ser atendido na Santa Casa”, disse o jovem.

Guilherme está entre os mais de 95% dos pacientes eletivos do ambulatório, que entram pelo SUS. O atendimento é referenciado para 62 municípios da região, por meio da DRS IX (Direção Regional de Saúde), ou de convênios com as Secretarias  Municipais de Saúde. A atenção ao paciente começa com a avaliação clínica, passa pela anestesiologia e (quando há indicação) avança para a cirurgia.

O chefe de enfermagem do ambulatório de ortopedia, Lourival dos Santos, explica que nem todos os casos são cirúrgicos. Quando o médico indica intervenção, o procedimento depende do chamado “Teto SUS”, que é o limite de vagas contratadas pelo Estado. A Santa Casa, segundo ele, sempre ultrapassa o teto, promovendo volume maior de cirurgias do que recebe, a fim de minimizar o sofrimento da população.

Ele explica ainda que, em caso de cirurgia urgente (pacientes que estavam estabilizados, mas sofreram complicações), as autorizações têm sido rápidas e evitam danos permanentes. Entretanto, o maior problema do ambulatório ainda é o excesso de demanda dos procedimentos eletivos (agendados). “Como todos os hospitais, ainda temos mais gente para atender do que recursos. Isso gera fila. O hospital tem investido e melhorado a infraestrutura, o que facilita nosso trabalho. Isso tem gerado aumento da produção,” atribui o enfermeiro.

A ortopedia funciona com atuação de sete auxiliares de enfermagem, um enfermeiro, dez médicos residentes e pelo menos 21 médicos especialistas, que tratam áreas específicas como coluna, mão, pernas e demais segmentações da ortopedia. “Vem gente de muito longe, se tratar na Santa Casa. O serviço é uma referência não apenas pelo volume de atendimentos, mas pela qualidade dos profissionais”, destacou Lourival.

E se depender das novas gerações de especialistas, a excelência vai continuar. O coordenador da residência médica, Lélio Carli Batista, destacou o resultado obtido este ano no Programa de Residência em Ortopedia. O exame é aplicado pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e obrigatório para os novos especialistas. Mais de 600 residentes de todo o país foram submetidos ao teste, que teve índice de reprova de 36%. Todos os residentes da Santa Casa de Marília foram aprovados. “Foi um motivo de orgulho para nós, porque mostra a qualidade dos nossos médicos residentes”, destacou o preceptor.

Também integrante da equipe, o ortopedista Alcides Durigan Júnior ressaltou o empenho da equipe. “O centro cirúrgico está concorrido, o que é bom. Acredito que esse aumento decorre de fatores humanos, acho que o comprometimento das equipes é que puxou esse resultado”, disse o médico. 

O especialista Keniti Mizuno destacou a importância do comprometimento profissional com a saúde pública. “Se nos afastamos do SUS, nos afastamos de quem mais precisa. O médico deve ter esse compromisso, até por uma questão de humanidade”, opinou.

DIRETORIA – Na análise do semestre, o provedor da Santa Casa de Marília, Milton Tédde, reiterou a missão da instituição, “promover saúde com dedicação, qualidade e humanização, valorizando a vida”. Ele agradeceu aos funcionários, médicos, parceiros e apoiadores, que por meio da ação técnica, tem buscado recursos junto ao Poder Público e garantido melhorias.

Reforma da ala D melhora qualidade para internação

Além do expressivo aumento de cirurgias, o indicador “internação” também foi positivo na Santa Casa de Marília, no primeiro semestre do ano. Foram 1.765 internações, ante 1.714 no ano passado (+2,9 %). Melhor que a ampliação do número, foi a qualidade desse serviço. No início do ano, o hospital colocou em funcionamento a “Ala D”, após ampla reforma.

A obra foi orçada em mais de R$ 153 mil e garantiu mais conforto em 44 leitos, disponibilizados ao SUS (Sistema Único de Saúde). O setor faz parte de um dos prédios mais antigos do complexo de saúde e foi completamente recuperado. 

A maior parte dos recursos veio por meio de emenda parlamentar, com os R$ 100 mil indicados no orçamento da União pelo então deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), atual secretário de Energia do Estado. O hospital investiu cerca de R$ 27 mil em recursos próprios e recebeu a doação de mais de R$ 26 mil, em produtos doados pela empresa Sasazaki.

Com atendimento preferencial ao SUS, a ala D dispõe de quatro apartamentos, 18 quartos com dois leitos, seis banheiros exclusivos para pacientes, sala de conforto para pacientes, posto de enfermagem e outras áreas privativas aos profissionais. 

Na época foi formada uma grande mobilização, que contou com o apoio do diretório local do PSDB, por meio do vereador Wilson Damasceno, para levar ao então deputado o projeto do hospital. A superintendente da instituição, Kátia Ferraz Santana, lembra que estas parcerias, suprapardiárias, pelo bem da instituição e da saúde pública, têm garantido os avanços da instituição, em meio à realidade do subfinanciamento da tabela SUS.

“Foi uma forma que encontramos de mobilização social, por meio dos agentes públicos, que tem trazido excelentes resultados. Por isso, somos gratos ao secretário Aníbal e a todos que tem colaborado”, finalizou a superintendente.





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