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Mutirão de Catarata já tem 200 pacientes em consulta de retorno

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A previsão é que até domingo sejam realizadas pelo menos 600 cirurgias; pacientes relatam satisfação

A “visão turva” era um dos principais empecilhos para que a aposentada Maria Sílvia Dal Ponte, 70 anos, praticasse uma das atividades que ela mais gosta: a costura. A moradora do bairro Maria Marta (zona oeste) foi uma das pacientes atendidas pelo Mutirão de Catarata empreendido pela secretaria municipal de Saúde, por iniciativa do prefeito Vinícius Camarinha. Após passar por cirurgia na quarta-feira (10), nesta quinta-feira (11), ela foi atendida em consulta de retorno. A doença ficou no passado. 

Na tarde de ontem, a Santa Casa de Marília, instituição participante da “força-tarefa” do município na especialidade, somou 300 procedimentos cirúrgicos e atingiu 200 consultas de retorno. Até o próximo domingo, segundo dados da coordenação de negócios do hospital, terão sido beneficiadas 600 pessoas com a cirurgia, além das consultas.

É o caso de dona Iracema Mateus Barbosa, 67 anos, moradora no Jardim Lavínia (zona norte). Ela conta que convivia com a doença há pelo menos um ano e sofria com a baixa visão. “É péssimo conviver com a Catarata. A gente fica inseguro para fazer coisas simples. Agora estou me sentindo melhor, vendo com nitidez. É como mágica”, afirma.

O cirurgião José Rosatelli Neto, que integra a equipe especializada, explica que a catarata é a opacificação do cristalino. Na prática, é a perda da transparência da lente natural do olho. Ocorre em função do envelhecimento e como alguns outros males da idade, é inevitável e sem nenhuma possibilidade de prevenção. “Durante a cirurgia, o que fazemos é trocar essa lente natural por uma artificial. Com a técnica que empregamos, podemos fazer isso de forma muito rápida”, explica o médico.

Embora simples, há um custo considerável no procedimento, que envolve exames preparatórios, estrutura de centro cirúrgico e atendimento pós-operatório. Em função da grande demanda que se acumulava antes do mutirão, Neide Lopes Viudes, 65 anos, moradora no Castelo Branco, estava na fila havia quatro anos. “É um problema que incomoda e a demora gera angústia. Felizmente, para mim e todos que estão aqui hoje, está superado”. Na mesma situação, Amélia Ledo, 76, que agora respira aliviada. "Adeus Catarata". 

Márcia Mota, coordenadora de negócios da Santa Casa, defende que o grande número de atendimentos, em tempo recorde, não impacta no padrão de qualidade dos serviços oferecidos pela instituição. “Estamos investindo muito no acolhimento, disponibilizando água e suco, oferecendo lanche e espaço adequado para todos. Conseguimos, inclusive, uma parceria para que ao invés dos tampões, os paciente recebam gratuitamente após a cirurgia óculos solares de qualidade, que poderão ser usados posteriormente como qualquer outra boa lente de proteção oferecida no mercado”.

Ela agradeceu o empenho de médicos, técnicos, equipe de enfermagem, recepcionistas e colaboradores de outras áreas do hospital que se desdobram desde a última sexta-feira (05) em prol do mutirão de catarata. Destacou ainda a confiança da diretoria. “Esperamos contribuir muito mais, proporcionando ao município de Marília e outros parceiros nossos serviços com a excelência que a Santa Casa sabe oferecer”, disse.

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