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Proposta de anistia do governo federal teria baixo impacto na Santa Casa de Marília

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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia perdão de dívidas dos filantrópicos com a União; para dirigentes do hospital mariliense, governo foge do foco ao ignorar reajuste da Tabela SUS

A proposta do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentada ao Congresso e repercutida hoje pelo jornal Folha de São Paulo, teria baixo impacto na Santa Casa de Marília. Na avaliação dos diretores do hospital mariliense, com a anistia das dívidas federais o governo foge do foco e tenta ignorar a necessidade de reajuste da tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde). Assembleia no início de junho deve avaliar a mobilização e definir as próximas ações.

De acordo com a superintendente da Santa Casa de Marília, Kátia Ferraz Santana, o hospital tem atualmente uma dívida de R$ 2,4 milhões com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). É um débito que já foi negociado e vem sendo pago mensalmente. “Seria um alívio de R$ 10 mil no nosso fluxo de caixa, o que acaba representando muito pouco. Está longe de resolver o nosso problema”, afirmou a superintendente. 

Uma medida que teria maior impacto, e está prevista na pauta de reivindicações, é a repactuação da dívida com o sistema financeiro. Assim como outros hospitais filantrópicos, a Santa Casa de Marília está endividada – débitos parcelados e estão em dia – com bancos. São cerca de R$ 6 milhões, sobre os quais pesam juros de mercado.

Os hospitais propõem o refinanciamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), substituindo as atuais correções por juros subsidiados ou até sem juros, por se tratar de uma questão de saúde pública. “O governo já fez isso em benefício de outros setores, até para os clubes de futebol, porque não para as instituições de saúde”? questiona a superintendente.

O provedor da Santa Casa de Marília, Milton Tédde, teme que a anistia das dívidas federais tire o foco da discussão. “AO problema das instituições, principalmente das entidades que são bem administradas e estão com seus parcelamentos em dia, não são as dívidas com o governo federal. A questão principal é o subfinanciamento provocado pelo déficit da tabela do SUS. Se não houver correção, a bola de neve não vai parar”, disse o provedor.

REAJUSTE JÁ – Após a paralisação nacional de um dia, em 8 de abril, o setor filantrópico tem promovido reuniões e encontros com lideranças (inclusive do Ministério da Saúde) e mantido a reivindicação de reajuste de todos os procedimentos da tabela SUS. No início de junho está prevista nova assembleia geral do setor, em Brasília, para avaliar as propostas e propor novos atos públicos (com possíveis paralisações), caso o governo federal não se sensibilize à causa.
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