O vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), recebeu na Capital um grupo de diretores da Santa Casa de Misericórdia de Marília. O encontro foi mediado pelo vice-prefeito de Marília e membro da Irmandade, Sérgio Lopes Sobrinho (PSC). Os dirigentes apresentaram projetos e pediram apoio do Estado para investimentos na instituição.
A Santa Casa de Marília foi representada também pelo provedor, Milton Tédde, e pelo secretário geral da Irmandade, Wilson Passador. Durante a reunião, Afif se inteirou sobre o subfinanciamento da Saúde, destacou o papel de São Paulo para o enfrentamento da crise e recebeu várias reivindicações do hospital mariliense, para assinaturas de convênios que permitam custeio, obras de melhoria e aquisição de equipamentos.
Para o ex-delegado da Polícia Civil e secretário da Irmandade, Wilson Passador, o apoio de Sérgio Lopes tem sido fundamental para a busca de recursos. “Tivemos a felicidade de ser apresentados ao vice-governador e esperamos que o Estado mantenha o compromisso de auxiliar a Santa Casa”, disse Passador.
PARCEIROS - Militantes em defesa da indústria e do comércio, o vice-governador e o vice-prefeito de Marília já atuaram juntos na mobilização pela transparência na cobrança de impostos. A ação resultou em medidas como exposição dos valores de tributos de serviços e criação do impostômetro, ações que tiveram apoio de entidades como Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado).
De acordo com Passador, o grupo foi bem recebido em São Paulo e, além do aceno quanto aos convênios estaduais, saiu fortalecido para manter a mobilização “Tabela SUS; Reajuste Já”. “O governo paulista tem ajudado com pode, por meio de programas como o Pró Santa Casa, porém só o reajuste linear (de todos os procedimentos) da tabela SUS irá resolver o problema do déficit. Nesse aspecto, é uma questão federal”, acrescentou.
Envolvimento – Desde 2012, quando as dificuldades enfrentadas na gestão hospitalar devido ao subfinanciamento ficaram mais evidentes, a Irmandade da Santa Casa de Marília iniciou uma “força-tarefa” sem partido, classe social ou credo religioso.
A participação, que já era considerada satisfatória, se intensificou. A provedoria (Milton Tédde) e diretoria executiva (comandada pela superintendente Kátia Ferraz Santana) têm recebido cada dia mais apoio dos membros da Irmandade.
Com frequência (em alguns casos diariamente), os diretores voluntários participam de reuniões, manifestos e encontros com lideranças políticas e autoridades. Além do ex-delegado Wilson Passador e do vice-prefeito Sérgio Lopes Sobrinho, o grupo conta com nomes como o pecuarista Norival Carneiro, 1º vice-provedor; o promotor de Justiça aposentado Luiz Antônio Orlando, 2º vice-provedor; o administrador Romildo Raineri Júnior, presidente do Conselho de Administração; o advogado João Paulo de Souza, tesoureiro geral, entre outros formadores de opinião de Marília.
Para Passador, a grande corrente da Irmandade, que há 84 anos mantém o hospital filantrópico, está cada vez mais forte. “O que estamos fazendo é aumentar o apoio ao Tédde e à equipe técnica. Estamos vivendo mais o dia a dia do hospital. Isso é um voluntariado responsável”, disse o ex-delegado.
REAJUSTE JÁ – Após a paralisação nacional de um dia, em 8 de abril, o setor filantrópico tem promovido reuniões e encontros com lideranças (inclusive do Ministério da Saúde) e mantido a reivindicação de reajuste de todos os procedimentos da tabela SUS. No início de junho está prevista nova assembleia geral do setor, em Brasília, para avaliar propostas e propor novos atos públicos (com possíveis paralisações), caso o governo federal não se sensibilize à causa.
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