O Coren (Conselho Regional de Enfermagem), por meio da subseção local, deu posse à nova diretoria da Comissão de Ética de Enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Marília. O grupo é formado por dez profissionais de enfermagem e tem a atribuição de fiscalizar, receber denúncias, realizar sindicâncias e instruir processos sobre conduta ética, no âmbito da instituição. O novo grupo começou a atuar em março.
De acordo com a supervisora de Enfermagem da Santa Casa, Tatiane Garbeline Ferreira, a medida atende uma exigência da legislação. Segundo ela, o hospital faz questão de manter a efetividade da Comissão, que além de cumprir o papel fiscalizador também apoia a supervisão para manter o alto nível de qualidade das equipes.
Quando há denúncia ou suspeita de violação ética, a Comissão se reúne e analisa o caso. Diligências, depoimentos de testemunhas e dispositivos similares a uma investigação comum podem ser utilizados para esclarecer os fatos. Se constatada irregularidade, o processo pode ou não ser encaminhado ao Coren.
Tatiane explica que o trabalho da comissão ética pode resultar em arquivamento, advertência, recomendação de demissão do colaborador ou ainda manifestação ao Coren, que pode decretar a perda do registro profissional, nas situações mais graves.
O enfermeiro Thiago da Silva Domingos, que atua na ala “D”, assume mandado de três anos, após a gestão da enfermeira Elaine Sallas Guedes, da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar). Um dos principais desafios do novo grupo, segundo ele, é orientar os profissionais sobre as atribuições da comissão. “Observamos que ainda falta informação”, acredita.
Felizmente, a maior parte das denúncias recebidas, segundo Domingos, não são infrações éticas, mas questões pontuais de relacionamento interpessoal. “Nossa preocupação é reduzir os casos alheios às competências da comissão, mas que chegam relatados como denúncia”, explica.
A gestão anterior já observava o alto índice de casos impertinentes e encaminhava à supervisão. “Nada fica sem resposta. Toda queixa que chega por escrito é respondida e se não for questão ética é encaminhada ao setor competente. Uma meta é reduzir essa demanda de ‘denúncias’ que, na realidade, são adversidades de convívio, normais em qualquer ambiente de trabalho”, acredita Thiago Domingos.
A Santa Casa de Marília conta com 55 enfermeiros e centenas de técnicos e auxiliares de enfermagem. Em 2012 foram mais de 3,7 mil horas de treinamento para os colaboradores do setor. Além disso, a Coordenadoria de Gestão Institucional também investe em programas para fortalecimento do diálogo, manutenção de bom ambiente de trabalho e receptividade aos novos funcionários.
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