Camas, mesas de cabeceira e poltronas estão sendo instaladas na “ala D”; setor que atende prioritariamente o SUS (Sistema Único de Saúde) ganha qualidade
Em pouco mais de um ano, a “ala D”, um setor que atende prioritariamente o SUS (Sistema Único de Saúde) na Santa Casa de Marília passou por uma transformação. Reformado por meio de parcerias, o espaço acaba de receber mobiliários que garantem conforto para pacientes e acompanhantes. O hospital recebeu 30 camas elétricas, 30 mesas de cabeceiras e 10 poltronas, adquiridas com recursos de uma emenda parlamentar indicada pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
A coordenadora de suprimentos da instituição, Márcia Freitas, conta que foram investidos R$ 200 mil. São camas Fawler, equipadas de um sistema articulado (e com controle remoto), para dar ao paciente a posição mais confortável ou necessária de acordo com a indicação médica.
Os recursos são do orçamento federal de 2012. Márcia explica como funciona esse tipo de apoio. “Os parlamentares fazem suas indicações, destinando a quota de emendas a esta ou aquela finalidade e instituição. Nós entramos com o projeto técnico, que precisa ser aprovado pelo Ministério da Saúde. Após todo esse trâmite, visando a transparência e a qualidade do investimento, o dinheiro é liberado pelo governo federal”.
Com os recursos, é possível melhorar a vida de pessoas como o aposentado João Batista Norberto, 63 anos, que após complicações cardíacas voltou a precisar de atendimento do hospital em Marília. “A Santa Casa é nossa esperança, porque na região não tem hospitais como esse, que oferece essa qualidade pelo SUS”, disse o idoso.
A melhoria contínua faz parte do planejamento estratégico da Santa Casa, elaborado pela diretoria juntamente com seus técnicos e executivos, com orientação dos maiores especialistas em gestão hospitalar do país. De acordo com a diretora superintendente, Kátia Ferraz Santana, o apoio do deputado Arlindo Chinaglia soma mais uma etapa desse processo.
“Estamos muito gratos ao deputado, por compreender as necessidades da população e a importância da Santa Casa de Marília para o interior paulista. Como demonstrou nosso relatório de prestação de serviços semestral, tivemos elevada prestação de serviços, com crescimento de mais de 30% nas cirurgias. É fundamental melhorar as condições para a internação, até para que possamos sustentar esse crescimento”, disse Kátia Santana.
O novo mobiliário permitirá a renovação de mais de 65% da ala D (que conta com 44 leitos). As camas já estão sendo instaladas e utilizadas pelos pacientes, que tem aprovado a iniciativa. “O meu marido já ficou internado aqui há alguns anos e não tem nem comparação. Essa poltrona parece aquelas ‘do papai ou da mamãe’, que a gente vê nas lojas, nem parece atendimento do SUS”, comemora Irene Izidoro Norberto, 63, esposa e companheira de João, no enfrentamento à doença.
A ala faz parte de um dos prédios mais antigos do complexo de saúde, localizado no centro do hospital. Passou por uma ampla reforma, com investimento de R$ 153 mil, e foi entregue no início do ano. A maior parte dos recursos veio de emenda parlamentar, com os R$ 100 mil indicados no orçamento federal pelo então deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), atual secretário de Energia do Estado. O hospital investiu cerca de R$ 27 mil em recursos próprios e recebeu a doação de mais de R$ 26 mil, em produtos doados pela empresa Sasazaki.
SUBFINANCIAMENTO – O provedor da Santa Casa de Marília, empresário Milton Tédde, reiterou os agradecimentos, mas lembrou que a estratégia de melhoria do hospital, por meio da mobilização social e sensibilização dos parlamentares, não exime o Ministério da Saúde da responsabilidade de enfrentar o problema do subfinanciamento.
Ele destaca que é possível sobreviver e melhorar a as condições de atendimento, mas apenas a atualização da defasada Tabela SUS dará condições das entidades “saírem do vermelho”.
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