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Santa Casa de Marília é locação para “Independência ou Morte”

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Filme do mariliense Walmir Sparapane, com imagens captadas em Marília, São Paulo e Nova Iorque, entre outras cidades do mundo, mostra a trajetória e a decadência de artista vítima das drogas

Com o objetivo de prestar apoio cultural a um projeto de qualidade artística, a Santa Casa de Marília abriu uma de suas alas para as gravações do filme “Independência ou Morte”, do cineasta e artista múltiplo Walmir Sparapane. Nascido em Marília, ele vive atualmente em São Paulo, onde se destaca profissionalmente como maquiador. O elenco, que inclui outros marilienses reconhecidos na cena artística, como Guilherme Nasrauí (o Daniel de “Morde & Assopra), aproveitou o período das férias para captação de imagens na cidade.

O trabalho aconteceu às vésperas do final do ano, quando o movimento na instituição de saúde é menor. A Santa Casa contribuiu com instrumentos médicos que não estavam aptos para uso, mas foram adequados como objetos de cena. A instituição cedeu, como locação, um quarto do sistema “leito-dia” de ambulatório que estava em recesso.

No hospital foram gravadas as cenas em que o protagonista passa seus últimos momentos, após adoecer em função das drogas e da vida nas ruas. Com apoio do elenco da Elan (Escola de Artes Livres de Marília), pelo menos dez pessoas participaram das filmagens que duraram cerca de sete horas e se estenderam do início da noite até a madrugada.

Para garantir a tranquilidade dos pacientes internados e a segurança do elenco, a Santa Casa criou uma equipe para acompanhar o projeto, formada por profissionais de comunicação, hotelaria, enfermagem e engenharia clínica.

O roteirista e diretor de “Independência ou Morte” destacou o apoio e agradeceu ainda a consultoria prestada pelo hospital. “Somos leigos em saúde e tivemos a ajuda do pessoal da enfermagem para definir uma série de detalhes das cenas. Gravar na Santa Casa, um hospital tão importante para Marília, foi uma alegria para nós. Só aumentou nossa confiança de que o filme será um sucesso e atingirá seu objetivo de debater a dependência química e as consequências sociais, um tema tão relevante”, disse Sparapane.

Para Alexandre Macedo, que a integra a hotelaria da Santa Casa, a experiência foi única. “Os atores e a equipe técnica foram muito profissionais. Tive a oportunidade de apoiar na gravação e conferir os bastidores. Foi muito interessante. É bom trabalhar numa instituição que tem portas abertas para propostas culturais”, afirmou Macedo.

O lançamento do filme, que também teve imagens gravadas em São Paulo, Nova Iorque e cidades da Europa e da África, deve ocorrer até o primeiro semestre de 2015 (para festivais). Sparapane busca parcerias com distribuidoras para a exibição comercial, mas já antecipou que a principal preocupação é disponibilizar um produto cinematográfico de qualidade, para discutir o impacto social das drogas, sobretudo para os jovens. “Na edição, teremos o cuidado de preservar  um formato que possa ser exibido na internet, uma mídia respeitável e que tem influenciado muito a juventude”, destacou.

O filme  – Independência ou morte retrata a vida de um artista bem sucedido que deixa o Brasil por sofrer preconceitos desde cedo, inclusive na própria casa. Devido a seus dons artísticos, ele acaba adquirindo fama e sucesso em Nova Iorque, onde começa a usar maconha e cocaína aos 31 anos, “socialmente”.

Mas uma tragédia o obriga voltar pro Brasil contra sua vontade. O destino rouba seu bem mais precioso: sua esposa, uma modelo badalada dos Estados Unidos, morre nos atentados de onze de setembro e isso acaba levando o protagonista a buscar drogas mais pesadas, para se sentir mais forte.

Cidadão americano, mas um patriota brasileiro, o personagem (sem nome definido, interpretado por Sparapane) deixa claro sua paixão pela nação em suas andanças e nunca larga uma bandeira do Brasil. 

A volta ao país é como a busca de um porto seguro, mas por ser um dependente do crack, o artista descobre que o Estado, os antigos amigos e sua própria família, todos com quem “pensava ter” laços e vínculos, lhe dão as costas e negam apoio.

A batalha pela sobrevivência, após virar andarilho em São Paulo, termina em um leito de hospital, quando assiste sua própria vida em flash back.


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