Histórico de luta em defesa das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos do país leva Edson Rogatti à presidência da CMB; Milton Tédde ingressa no Conselho Fiscal
O presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo), Edson Rogatti, é agora também dirigente máximo da CMB (Confederação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Brasil). A posse do novo presidente aconteceu após assembleia realizada em Brasília, no último dia 02. A representação regional é reforçada ainda pelo provedor da Santa Casa de Marília, Milton Tédde. Tesoureiro da federação paulista, ele agora também passa a ser conselheiro na entidade nacional.
Bancário aposentado, Rogatti (63 anos) começou sua militância pelos filantrópicos em 1998 como provedor da Santa Casa de Palmital, localizada a 100 km de Marília, na região de Assis. Engajado na promoção de saúde pública de qualidade, por meio do fortalecimento dos hospitais sem fins lucrativos, deu início à sua atuação estadual, com apoio de Tédde.
Com o ingresso na Fehosp, em 2011, Rogatti reforçou a necessidade da atuação em rede, sem bandeiras políticas e com trânsito em todas as esferas de governo. A entidade intensificou a luta pela profissionalização e implantou uma agenda de negociação, cobrando mais respeito aos filantrópicos.
O provedor mariliense lembra a escolha pela atuação integrada. A proposta foi “fazer a diferença” nas entidades, com equilíbrio financeiro, bons projetos e transparência. Nos últimos anos, os administradores conquistaram o respeito do Poder Público e mostraram a necessidade de mais investimentos. “Percebemos que não adiantava só reclamar. Hoje estamos colhendo alguns frutos desse trabalho. Passamos a trabalhar com parcerias, mostrando que sabemos fazer e precisamos de recursos para fazer muito mais”, disse Tédde.
A experiência iniciada com hospitais que compartilharam soluções leva agora seu modelo de gestão à instância máxima no país. Em seu discurso de posse, Rogatti enfatizou que o desafio é grande, proporcional ao tamanho da rede, mas que a equipe da CMB está à altura desta empreitada. “Quando penso na atuação da CMB, penso em força, afinal, somos mais de duas mil instituições, somos 14 federações, somos uma rede com mais de 600 mil profissionais, temos uma história de 500 anos, realizamos metade da assistência pública em saúde do país e somos muitos milhões de usuários”, disse.
Rogatti se comprometeu a “batalhar para colocar em prática o planejamento estratégico, já discutido” e disse que a nova diretoria pretende organizar um grupo nacional que irá revisar e definir as prioridades e ações mais relevantes. O compromisso é de atuação por todo país, porém a expectativa é de contato próximo com o interior paulista e a região de Marília.
Para Norival Carneiro Rodrigues, vice-provedor da Santa Casa mariliense, a CMB está em boas mãos. “São pessoas (Tédde e Rogatti) dinâmicas, abnegadas, apaixonadas pela causa. Tenho certeza que a entidade que representa as Misericórdias o Brasil fará um excelente trabalho por nossos hospitais e, consequentemente, pela população que depende dos filantrópicos”, disse Nori.
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