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Doação de órgão e tecidos é tema de campanha

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“Pedágios educativos” são promovidos na Santa Casa de Marília e nas unidades da Famema

Equipe de voluntários da Santa Casa de Misericórdia de Marília, que atua na Campanha Integrada de Doação de Órgãos e Tecidos, intensificou as ações para destacar a importância do tema. O ministério da Saúde definiu o dia 27 de setembro como data nacional. O engajamento do hospital visa ampliar a conscientização, desmistificar o gesto da doação e estimular que as famílias tratem do assunto sem tabus. Na última segunda e terça-feira (15 e 16), a Santa Casa realizou um pedágio educativo para aferir o conhecimento dos profissionais de saúde.

As ações são organizadas pelo Spot (Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos) da Famema (Faculdade de Medicina de Marília), em parceria com a Santa Casa.  Durante o mês, profissionais das duas unidades de saúde promovem uma série encontros, palestras e distribuição de material educativo. Também utilizam o laço verde, um símbolo internacional da causa.

O pedágio educativo, feito na Santa Casa, também ocorre neste dia 17 e 18 (quinta e sexta) no HC (Hospital das Clínicas). Funcionários são abordados e convidados a retirar de uma caixa uma pergunta. Quem acerta, confirma seus conhecimentos sobre o tema e ganha um chocolate. Quem erra fica com o prêmio de consolação (balas, pirulitos), mas saem melhor informados acerca da doação de órgãos.

Referência em transplantes renais e integrada à rede que alimenta o banco de dados do sistema nacional, a Santa Casa de Marília mantém ativa sua CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante). Mas, além da função legal do grupo, conta com o engajamento e entusiasmo da assistente administrativa Deborah Milani e da terapeuta ocupacional Izabel Travitzky, que coordenam as ações da campanha.

O trabalho começa bem antes do mês de setembro. Em 2014, a equipe fez parceria com o estudante e ilustrador Guilherme José, de 16 anos. Com suas cores e criatividade, o jovem deu vida aos personagens do roteiro preparado por Deborah. O resultado foi um gibi onde os amigos “Lucas” e “Danilo” descobrem, a partir da necessidade de um transplante, a importância do gesto de doar. 

O material educativo ajuda ainda a desmistificar e esclarecer equívocos que atrapalham quando o assunto é doação. A confecção contou com o apoio da iniciativa privada. A campanha também conta com a colaboração do Poder Público. Em agosto, voluntários participaram da “Praça da Cidadania”, evento promovido no Poliesportivo “Octávio Barreto Prado”, o Tatá, no bairro Nova Marília. A ação foi desenvolvida pela Femsa Coca-Cola em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.  Outras ações ocorreram no Esmeralda Shopping e no supermercado Tauste Sul (dias 06 e 13 de setembro, respectivamente).

Neste dia 20 (sábado) serão distribuídos materiais educativos no supermercado Tauste Norte. Já no dia 27, data nacional definida pelo Ministério da Saúde, haverá uma mobilização na rotatória da praça Athos Fragata, na avenida Tiradentes. O #1salva8 conta com a parceria do Lions Clube e será uma forma dinâmica de chamar a atenção para o tema. 

Captação – Em 2014, o Spot de Marília (responsável por uma região superior a 60 municípios no Interior paulista), registrou oito doadores múltiplos, com a captação de oito fígados, 16 rins e duas doações de ossos. Foram registrados ainda 55 doadores de córneas, totalizando 110 órgãos.

Mitos sobre a doação de órgãos:

Já sou um doador. Está no meu RG!
A inscrição na carteira de identidade e de motorista que mostrava a opção do indivíduo e, na sua ausência, a presunção de que se tratava de um doador, não tem mais valor desde o ano 2001. Passamos do sistema de doação presumida para o que chamamos de doação consentida. Mesmo que o documento seja da época e tenha alguma inscrição, a doação só poderá ser feita mediante consentimento da família. Por isso, converse com a sua família sobre o assunto. Deixe claro o que você pensa sobre a doação de órgãos e tecidos.

Após a morte encefálica, a pessoa pode ainda estar viva?
Morte encefálica é a definição legal de morte. A resolução 1.480 do CFM (Conselho Federal de Medicina) considera morte encefálica a parada total e irreversível das funções neurológicas. É a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Isto significa que, como resultado de severa agressão ou ferimento grave no cérebro, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre.

Pode ser apenas coma!
Não. O paciente em coma está médica e legalmente vivo e pode respirar quando o ventilador é removido e/ou ter atividade cerebral e fluxo sanguíneo no cérebro.

Há certeza sobre a morte encefálica?
Há um rigoroso procedimento para que um paciente seja considerado em morte encefálica. São feitos exames clínicos e complementares (mais comum é o eletrocefalograma e o doppler). Eles podem confirmar a ausência da atividade cerebral. Em muitos casos, os testes são duas vezes realizados, com intervalo de diversas horas, para assegurar um resultado exato.

Se está morto, por que seu coração ainda bate?
O paciente em morte encefálica, até a decisão da família, recebe ventilação mecânica e medicação. Enquanto o coração tem oxigênio, ele pode continuar a bater. O ventilador providencia oxigênio para sua manutenção. Sem este socorro artificial, o coração deixaria de bater em instantes.

A hora da morte considera a encefálica ou desligamento dos aparelhos? 
Uma vez concluído o diagnóstico de morte encefálica, o paciente é declarado legalmente morto. Esta é a data e a hora que deve constar no atestado de óbito. A hora da morte não é o momento em que o coração para de bater.

O que acontece em seguida à declaração de morte encefálica? 
Em muitos casos, a morte encefálica resulta de um acidente repentino ou ferimento. Um profissional da saúde falará com a família sobre certas decisões que você precisa tomar nesse momento. Dentre essas decisões uma seria a doação dos órgãos e/ou tecidos.

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