Presidente da comissão interna de combate à doença tira dúvidas dos colaboradores
A Santa Casa de Misericórdia de Marília intensificou as ações de prevenção e educação junto aos seus funcionários para formar multiplicadores de informação no combate à dengue. Os colaboradores foram convidados a participar do “Café da manhã e bate papo contra a dengue”, uma série de encontros em horários e turnos diversos. O hospital tem cerca de mil trabalhadores em funções assistenciais, de apoio e administrativas.
Assim como parte dos funcionários, a auxiliar de cozinha Luciene Maria de Jesus não sabia que os ovos postos em recipientes com água podem permanecer vivos mesmo após o escoamento e acabar eclodindo no ano seguinte. Por isso, além de eliminar o líquido parado, é fundamental a limpeza de baldes, bacias e bebedouros de animais com água e sabão.
“A gente pensa que retirando a água, acabou o problema, mas é bem mais complicado. Se a pessoa simplesmente jogar fora um recipiente sujo, pode estar gerando um criadouro em outro lugar, sem saber. Muito importante essa oportunidade de tirar dúvidas”, afirmou Luciene.
As orientações foram transmitidas pela enfermeira Mey Lanza Chaves, presidente da Comissão Interna de Prevenção à Dengue no hospital. Ela chamou a atenção e demonstrou, na prática, o ciclo larvário do Aedes Aegypti com um experimento controlado, feito para aulas e palestras.
O conhecimento sobre a doença, para May, pode salvar vidas. “Temos que conhecer melhor esse inimigo, saber como ele vive, o que temos que fazer para acabar com ele. Estamos numa guerra contra a dengue. É importante lembrar que essa doença mata”, disse a enfermeira.
O grupo coordenado por ela faz um trabalho permanente na Santa Casa. Os objetivos são garantir que não haja criadouros no perímetro da instituição, que conta com terreno de 25 mil m² e mais de 19,7 mil m² de área construída; apoiar os setores de higienização e manutenção, com novas informações sobre o combate à doença; divulgar e conscientizar o público interno e externo sobre os riscos da dengue.
May explica que é importante, além de eliminar água parada, utilizar sabão em pó (indicado por deixar resíduos) em ralos dos banheiros e quintais. A atenção deve ser redobrada com as plantas. Mesmo que os vasos tenham escoamento, algumas variedades acumulam água entre as folhas, como é o caso da bromélia.
Caixas d'água e calhas, sem manutenção, podem ser grandes criadouros, por isso devem ser verificadas com frequência. Em caso de sintomas da doença, jamais recorrer à automedicação e buscar assistência médica.
A dengue pode se manifestar de forma clássica (quatro tipos de vírus) ou ainda hemorrágica, mais comum quando há reincidência. Como todo vírus, a mutação é constante, por isso sucessivas epidemias no país tendem a ampliar os riscos de que as pessoas contraiam a doença pela segunda e até terceira vez, ampliando os riscos de morte. Os grupos de risco são, principalmente, idosos, gestantes, crianças e pessoas imunodeprimidas.
Segundo a enfermeira, não há, na literatura médica, mecanismos comprovados de prevenção, apesar de pesquisas relacionarem a vitamina B a um repelente natural. A melhor forma de controlar a doença ainda é a eliminação dos focos. “Estamos falando de um problema muito sério. Por isso a importância de que cada um seja um multiplicador de informação. Combater a dengue é salvar vidas”, destacou May.
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