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Unidade de Medicina Hiperbárica da Santa Casa realiza 230 sessões por mês

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Equipamento de pressurização dá a sensação do paciente estar num submarino a 15 metros de profundidade

A Unidade de Medicina Hiperbárica da Santa Casa de Misericórdia de Marília realiza 230 sessões por mês, em média. A utilização de equipamento de pressurização que dá a sensação do paciente estar num submarino a 15 metros de profundidade e a inalação de 100% de oxigênio são importantes no tratamento de feridas e lesões internas em mucosas, ossos e fístulas.

A médica responsável pelo serviço, Larissa Camargo Passerotti, enfatizou que o efeito da Câmara Hiperbárica é sistêmico, atinge o organismo como um todo. “Este processo aumenta a quantidade de oxigênio no plasma – uma espécie de fluído sanguíneo”.

As sessões na Câmara Hiperbárica estimulam o processo de cicatrização, a ação do colágeno, a produção de células de proteção (leucócitos) contra infecções e organiza o processo antiinflamatório, otimizando ainda a eficácia dos antibióticos progressivamente.

O número de procedimentos de oxigenoterapia hiperbátrica a serem realizados é prescrito pelo médico, de acordo com a patologia e o estado geral do paciente. “Cada caso é um caso, mas geralmente, a partir de dez sessões é que os resultados começam a aparecer”, disse Passerotti.

O ar que respiramos contém 21% de oxigênio. No procedimento, o paciente respira oxigênio puro em câmara pressurizada que dá a sensação de estar em uma região serrana. A dose de O² em alta pressão oferece diferentes benefícios terapêuticos e pode ser usada em grande variedade de doenças. É um tratamento coadjuvante a antibióticos, cirurgias e curativos.

A Câmara Hiperbárica pode proporcionar a cicatrização de úlceras crônicas, o aumento da oferta de oxigênio aos tecidos lesados, o controle infeccioso, a proliferação de novos vasos, a recuperação dos tecidos em sofrimento, a eliminação e redução dos efeitos de substâncias tóxicas, além da redução e eliminação de embolias gasosas.

Vale lembrar que o tratamento de Oxigenoterapia Hiperbárica não tem efeitos colaterais posteriores.  Alguns pacientes relatam a sensação de barulhos no ouvido durante a terapia, que podem ser aliviados com procedimentos simples como engolir saliva, bocejar ou beber uns goles de água.

Larissa Camargo Passerotti, médica responsável pelo serviço

O procedimento é indicado para a síndrome de Fournier; infecções necrotizantes de tecidos moles; isquemias agudas traumáticas, como lesões por esmagamento e reimplantação de extremidades amputadas; queimaduras térmicas e elétricas; lesões refratárias (úlceras de pele, pé diabético, escaras de decúbito, úlceras por vasculites autoimunes, deiscências de sutura); lesões por radiação (radiodermite, osterradionecrose e lesões actínicas de mucosas), retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco; osteomielites agudas e crônicas; envenenamento por monóxido de carbono, cianeto e derivados; gangrena gasosa clostridiana; complicações infecciosas e retardo de cicatrização em período pós-operatório; crise de falcização em anemia falciforme; fístulas da doença de Crohn; colite pseudoembranosa; e enterorragias por retocolites.

Criadaseis anos na Santa Casa de Marília, a Unidade de Medicina Hiperbárica funciona em parceria com a Oxibarimed, que mantém o mesmo serviço no Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru.


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